Confira os possíveis candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro em 2020

Nomes se colocaram a disposição do partido, contudo convenções partidárias só ocorrem no próximo ano

Ainda resta mais de um ano para as eleições municipais de 2020, porém diversos partidos já começaram a decidir quais serão os nomes que disputarão a vaga no executivo municipal no próximo ano. Nesta série da Folha Fluminense, você poderá acompanhar os principais nomes que vão concorrer nas principais cidades da região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Nesta primeira reportagem vamos trazer os nomes que disputarão o cargo de prefeito na capital, Rio de Janeiro. Vamos a eles em ordem alfabética.

Alessandro Molon (PSB)

Deputado federal do Partido socialista Brasileiro (PSB), Molon é líder da bancada do seu partido e também da oposição ao governo Jair Bolsonaro em Brasília. Desde que assumiu a presidência do PSB ele tem buscado um posicionamento mais de centro-esquerda para o partido. A aposta é de que a baixa popularidade do presidente da república possa alavancar uma candidatura de centro-esquerda para a cidade do Rio de Janeiro.

Benedita da Silva (PT)

Quando tudo parecia que uma ampla frente de esquerda surgiria no Rio janeiro, com o Partido dos Trabalhadores (PT) apoiando a candidatura de Marcelo Freixo (PSol), eis que a legenda pode indicar o nome da ex-governadora e atual deputada federal Benedita da Silva. Evangélica, porém ativista do movimento negro e feminista, Bené já foi também vereadora e a primeira senadora negra da história do Brasil. Como governadora cumpriu apenas alguns meses de um mandato tampão como vice de Anthony Garotinho, à época no PDT, que se licenciou para concorrer a presidente.

Clarissa Garotinho (PROS)

A jornalista Clarissa Garotinho será a representante do “clã Garotinho” nessas eleições. Ex-diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Clarissa já foi vereadora do Rio, deputada estadual e deputada federal. E de 2017 a 2018 ela foi Secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação no governo Crivella.

Eduardo Paes (DEM)

Apesar de seguir negando sua candidatura, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) é certamente o melhor nome do Democratas (DEM), que ainda tem outros nomes como pré-candidatos. Paes já foi subprefeito da Zona Oeste, vereador em 1996 e deputado federal. Nas eleições de 2018 para governador, chegou ao segundo turno com o atual chefe do executivo do estado, Wilson Witzel.

Fred Luz (NOVO)

Ex-CEO do Flamengo, Fred Luz, foi vencedor de um “processo seletivo” do partido para a escolha do candidato à prefeitura e é ligado ao Movimento Renova Brasil.

Hélio Negão (PSL)

Embora o nome de Rodrigo Amorim seja o mais expressivo dentro do Partido Social Liberal (PSL), a família Bolsonaro insiste no nome de Hélio Negão para a prefeitura, talvez com a possibilidade de lançar Amorim para governador em 2022, uma vez que a relação com Wilson Witzel não está muito boa desde que ele declarou que quer ser o próximo presidente. Negão é subtenente reformado do Exército Brasileiro e é graduado em gestão pública e financeira.

Jerominho (PMB)

Ex-chefe da milícia do Rio de Janeiro (não, não é piada), Jerominho é o pré-candidato a prefeito pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Ele já vereador do Rioe ficou dez anos prso acusado chefiar a milícia conhecida como “Liga da Justiça”, na Zona Oeste da cidade.

Marcelo Calero (Cidadania)

O antigo PPS, agora Cidadania, apresenta o nome do deputado federal Marcelo Calero. Ele foi Secretário de Cultura de Eduardo Paes, Ministro da Cultura de Michel Temer.Calero ficou conhecido quando pediu demissão do cargo de ministro quando Geddel Vieira e Temer lhe pediram que interferisse no IPHAN para liberação de uma licença para construção de um empreendimento imobiliário na Bahia.

Marcelo Crivella (PRB)

A despeito da pouca popularidade e dos problemas que tem enfrentado a frente da prefeitura, incluindo uma tentativa de impeachment, Marcelo Crivella (PRB) vai tentar a reeleição como prefeito pelo Partido da república Brasileira (PRB). Engenheiro de formação, Crivella é sobrinho de Edir Macedo e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), além de cantor gospel. Foi Senador e Minsitro da Pesca.

Marcelo Freixo (PSol)

O militante dos direitos humanos, Marcelo Freixo, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) deve se candidatar a prefeito do Rio. Esta será sua terceira tentativa e, ao que parece, deve suavizar o discurso para alcançar um eleitorado mais neutro. Seu partido tenta, pela primeira vez, fazer uma aliança pela centro-esquerda. Freixo foi deputado estadual a atualmente é deputado federal. Em 2012, foi para o segundo turno com Crivella e terminou 40,64% do total de votos válidos.

Martha Rocha (PDT)

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha (PDT) foi eleita deputada estadual por duas vezes. Sua possível candidatura nas eleições de 2020 deve-se muito ao fato da necessidade de Ciro Gomes, principal nome do PDT, estar em campanha para presidente em 2022 desde o fim do primeiro turno de 2018. Assim, ele precisa de exposição, e emprestar sua imagem reforça a candidatura dele e vice-versa.

Otoni de Paula (PSC)

O ultraconservador de direita e pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira Otoni de Paula é o possível candidato do PSC, partido de Witzel. Já foi vereador e deputado federal. Chegou a ameaçar sair do partido caso não fosse lançado candidato, mas o racha de Witzel e Bolsonaro lhe garantiu o status de pré-candidato.

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