Confira os possíveis candidatos à prefeitura de São Gonçalo em 2020

Nomes se colocaram a disposição dos partidos, contudo convenções partidárias só ocorrem no próximo ano

Ainda resta mais de um ano para as eleições municipais de 2020, porém diversos partidos já começaram a decidir quais serão os nomes que disputarão a vaga no executivo municipal no próximo ano. Nesta série da Folha Fluminense, você poderá acompanhar os principais nomes que vão concorrer nas principais cidades da região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Nesta segunda reportagem vamos trazer os nomes que disputarão o cargo de prefeito na cidade de São Gonçalo. Vamos a eles em ordem alfabética.

Confira os pré-candidatos às prefeituras de Rio de Janeiro, Niterói e Nova Iguaçu.

Dayse Oliveira (PSTU)

A professora e militante  do movimento negro e fundadora do do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), deve ser novamente candidata ao executivo municipal.  Foi candidata à prefeita de São Gonçalo em 2004 e em 2012, mas sem votação expressiva. Em 2014 foi candidata Foi candidata ao senado em 2006, 2014 e 2018 foi candidata à governadora do estado do Rio de Janeiro. Chegou a ser candidata à vice-presidente do Brasil na chapa de José Maria de Almeida, o Zé Maria, em 2002.

Dejorge Patrício (PR)

Segundo colocado nas eleições municipais de 2016, Dejorge vem para concorrer pela ponta em 2020. Apesar de sua péssima atuação nos debates entre os prefeitáveis em 2016, chegando a criticar a “ideologia de gênesis” (os gonçalenses devem estar até hoje tentando entender do que se trata). Patrício está entre os mais lembrados pelo eleitorado, sendo o vereador mais votado em 2012. Assumiu como suplente ao cargo de deputado federal, na vaga aberta por Clarissa Garotinho. É dele ainda o recorde de assessores parlamentares assinados na cidade, nenhum dos casos tendo um desfecho criminal satisfatório.

Dimas Gadelha (PT)

A maior surpresa apresentada até o momento na corrida é o nome de Gadelha, não tanto pelo seu nome, mas sim por ser indicado pelo PT do “todo-poderoso” Washington Quaquá (ex-prefeito de Maricá, presidente estadual da legenda e gonçalense de nascimento). Dimas foi secretário municipal de Saúde por uma década na cidade, passando por diversos governos. O que tem de bom e de ruim na pasta nos últimos anos se deve à sua gestão. Talvez seu principal ponto fraco na campanha.

Fernando Salema (PSL)

Ex-comandante do batalhão de Polícia Militar da cidade pode ser o candidato da milícia do partido de Bolsonaro na cidade. Um dos deputados mais votados em São Gonçalo em 2018, o coronel tentava uma articulação para ter a pastora e deputada federal Flordelis como vice. Mas o assassinato do pastor Anderson do Carmo e as acusações de filhos da parlamentar de que ela própria teria envolvimento no crime pode esfriar a “coligação” conservadora.

Felippe Poubel (PSL)

Mais um possível indicado do PSL é o de deputado estadual e ex-vereador por Maricá Felippe Poubel. Sem chance em sua “cidade de origem” (reduto petista) ele pode tentar surfar na onda conservadora gerada por Bolsonaro e tentar a vaga no executivo gonçalense. A fama de “forasteiro” pode ser seu Calcanhar de Aquiles durante a campanha, fora o fato de não ter aprovado nada em benefício da cidade na Alerj.

José Luiz Nanci (PPS)

O atual prefeito, o qual muitos munícipes se perguntam por onde anda, pode sim ser candidato nas próximas eleições. Descendente de italianos e de família “importante” na política da cidade, Nanci iniciou na política em 1992, quando foi eleito vereador em São Gonçalo pela primeira vez, se reelegendo por cinco mandatos seguidos. Na Câmara chegou a se ausentar para ocupar o cargo de secretário de Saúde e em seguida foi eleito deputado estadual por dois mandatos. Durante a campanha Nanci terá que defender os feitos de seu governo, que se resume em três anos de nada e uma corrida para fazer alguma coisa nesse ano que falta de mandato.

Josemar Carvalho (PSOL)

O fundador e ex-presidente do PSOL São Gonçalo, Josemar Carvalho, foi colocado pelo partido como pré-candidato à prefeitura da cidade como sendo “o maior quadro de esquerda da cidade”, apostando em uma campanha de radicalização à esquerda baseada nos erros do governo Bolsonaro que perde popularidade, assim como na falta de efetividade de Witzel a frente do Estado do Rio. Josemar já foi candidato a prefeito nas últimas três eleições, o que talvez lhe garanta o plano de governo mais bem elaborado entre os nomes da lista. A desconfiança de parte dos eleitores que veem no PSOL um partido extremista pode ser o ponto fraco da candidatura.

Randall Farah (PDT)

Ex-militante do PCdoB e ex-secretário do governo Michel Temer e de Wilson Witzel – por mais incompatível que isso possa parecer – Randall Farah é o nome escolhido pelo Ciro Gomes PDT para ser candidato na cidade. A candidatura não deve ter muito brilho para Randall, pois serve para fazer eco a campanha “Ciro 2022”, mas ele pode fazer palanque para as próximas eleições para deputado.

Renan Ferreirinha (PSB)

Apesar de fazer parte dos movimentos Renova Brasil e Acredito, que não apoiam que seus pupilos políticos deixem os mandatos para concorrer em novas eleições, ele colocou seu nome à disposição do partido. O PSB deve preferir sua candidatura em lugar do experiente Marlos Costa. Em primeiro mandato parlamentar, Ferrerinha não tem muito o que apresentar, mas os poucos anos de vida pública podem contar ao seu favor. Adversários podem colocar em dúvida a idoneidade dos grupos aos quais está ligado, principalmente o Movimento Acredito, tendo em vista os problemas envolvendo sua amiga Tábata Amaral (PDT-SP).

Ricardo Pericar (PSL)

Outro nome do PSL é o do atual vice-prefeito e um dos principais adversários políticos do prefeito – sim, o atual vice-prefeito é um dos principais adversários políticos do prefeito José Luiz Nanci. Pericar rompeu com o chefe do executivo por se sentir deixado de lado nas decisões da prefeitura, chegando a se candidatar a deputado no meio do mandato e conseguindo a vaga como suplente. Pericar foi vereador por três mandatos, entre 2004 e 2016. Antes de ingressar no PSL, já foi filiado ao MDB e PDT, ficando conhecido pela sua campanha ‘Fora, Ampla’, em oposição ao serviço prestado pela concessionária de energia na cidade.

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