Cedae: problema da empresa é a má administração do governo Witzel

Funcionário afirma que a atual gestão é responsável por desmonte da estatal para privatizá-la

A Rede Brasil de Fato trouxe uma reportagem na qual um servidor afirma que a “crise da água” faz parte dos planos do governo Wilson Witzel como tentativa de sujar a imagem da empresa com o objetivo de ganhar a opinião pública a favor da privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) iniciada no governo de Luiz Fernando Pezão (MDB) e, agora, no de Wilson Witzel (PSC).

A questão apontada por funcionários da estatal como razão para que a empresa venha enfrentando problemas de funcionamento e aponta direto para os atuais homens a frente da empresa.

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INÍCIO

RIO DE JANEIRO

ÁGUA
Problema da Cedae não é água, é administração escolhida pelo governo, diz funcionário
Água com cor está sendo distribuída no Rio; servidor afirma que atual gestão é responsável por desmonte da estatal
Eduardo Miranda
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ),15 de Janeiro de 2020 às 14:52
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Representantes do Ministério Público, Uerj e Fiocruz coletaram amostras de água para análise – Créditos: Divulgação/Cedae
Representantes do Ministério Público, Uerj e Fiocruz coletaram amostras de água para análise / Divulgação/Cedae
As tentativas de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) no governo de Luiz Fernando Pezão (MDB) e, agora, no de Wilson Witzel (PSC), são apontadas por funcionários da estatal como as razões para que a empresa venha enfrentando problemas de funcionamento. Em entrevista ao Brasil de Fato, o funcionário da Cedae e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento de Niterói, Ary Girota, afirmou que administração escolhida pelo atual governo estadual é “responsável direta pelo desmonte da empresa”.

“Em pouco menos de um ano estão desmontando uma estrutura que levou mais de 10 anos para ser consolidada, levando ao reconhecimento internacional de nossa água”, explica o sindicalista.

A Cedae voltou ao noticiário na última semana depois de a população denunciar alteração de cor e odor da água tratada pela estatal. Na última segunda-feira (13), o Ministério Público esteve com representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nas instalações da Cedae, em Nova Iguaçu (RJ). Além de coletar amostras de água, MP e pesquisadores avaliaram as condições de equipamentos e qualidade do tratamento que funciona junto ao Rio Guandu.

Mais de 50 bairros do Rio e de municípios da Baixada Fluminense observaram que a água está com aspecto amarronzado, odor forte e sabor de terra. A Cedae identificou a substância Geosmina, produzida por algas, mas afirma que não há risco à saúde e que a água pode ser consumida. Segundo Ary, a Cedae teria interrompido o fornecimento de água caso houvesse riscos para a população.

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